segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Trocando Aeroportos por Aeropastos e colocando o caos na frente dos bois.

Ano de 2017...
Cansado das desculpas esfarrapadas de seus ministros o presidente exige que seja marcado o dia, mês e  hora para o fim do “Frigo-Caos”: - "As filas nos açougues, os churrascos tocados à carne de segunda e o desrespeito com o paladar dos consumidores tem limites" - afirmou indignado.
Depois que o grande fiasco promovido pela aviação civil brasileira embaçou o brilho os eventos esportivos, o Brasil começa o ano de 2017 sem saber o que fazer com seus novos aeroportos. Inaugurados tardiamente, logo após o final da Olimpíada, agonizam diante do desinteresse demonstrado pela indústria do turismo. Para se ter ideia de como a coisa anda, até os gringos e as ONGs pararam de ajudar financeiramente as comunidades cariocas que, agora pacificadas, perderam a graça. Já se fala até em resgatar o "Caos da Segurança Pública".
No Planalto já há rumores de que o governo deverá estatizar alguns portos, aeroportos e rodoviárias colocando-os sob a tutela da Marinha, Aeronáutica e Exército respectivamente. O excedente será colocado sob as ordens do Ministério da Agricultura, que visando resolver o problema sazonal da falta de carne no mercado já pensa em reutilizar as áreas aeroportuárias ociosas, plantando capim e construindo instalações provisórias para confinamento de gado. Um relatório da ANCA – Agência Nacional de Criação e Abate dá sinais de que é favorável ao projeto. O novo CBA – Código Brasileiro Agropecuário, também em votação no Congresso, já contempla a figura de boiadeiros, açougueiros e profissionais de inseminação artificial, com uma ressalva bombástica: “Todos deverão ser CIVIS”. Regulamenta a função de boiadeiro-aprendiz, habilitando-o mediante comprovação de 30 horas em touro mecânico. Reza também a minuta do MRC - Marco Regulatório da Coisa a recriação de uma instituição específica para cuidar da infraestrutura, a INFRAPASTO, que já agita o meio político aliado para indicação do cargo de um CEO – Companheiro Extra-Oficial.
Uma fonte fidedigna confidenciou que toda essa mobilização tem um motivo: A candidatura do Brasil para sediar em Campinas o Campeonato Mundial de Rodeio em Touros de 2020. Na verdade o empenho das autoridades no sentido de atender às exigências dos organizadores esconde o receio de que, caso perdure essa situação caótica na pecuária, não sobrem bois nem mesmo para serem montados no evento.
Aeroporto de Virapasto/2020
Trocando um trem de pouso por um trem que pula!
Celso BigDog

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe aqui seu comentário. Obrigado!