sábado, 7 de julho de 2012

MIELOMA MÚLTIPLO - "Enquanto ganhamos tempo a ciência nos alcança".



Olá amigos!

Meu nome é Mário Celso Rodrigues. Sou controlador de tráfego aéreo aposentado, 56 anos, casado, com 2 filhos, 3 netos e editor "ausente" deste blog. Venho aqui, despido de qualquer orgulho para pedir que vocês nos ajudem na guerra que travamos contra um mal imprevisível, doloroso e incurável: o "Mieloma Múltiplo". Essa doença é um tipo de câncer que altera as células da medula óssea e produz um efeito degenerativo nos ossos. Até o momento não tem cura, mas a comunidade científica se esforça em garantir uma melhor qualidade de vida aos desafortunados.

Fui surpreendido com esse triste diagnóstico em dezembro de 2010 quando ocorreu uma fratura espontânea de costela e a constatação da presença de lesões ósseas em todo o tórax, inclusive na coluna espinhal e bacia. Fiz um transplante de medula (autólogo) em outubro de 2011, mas a doença não me deu trégua e voltou a se manifestar 80 dias depois.

Venho a público para exercer a minha cidadania e alertar aos senhores que o meu, o seu, o nosso governo brasileiro não se sensibiliza com as necessidades de seu povo quando trata de doenças órfãs, raras, daquelas que expressam o pensamento de que: “se você é apenas um entre cem, então não é ninguém”.

O fármaco Lenalidomida, cujo nome comercial é Revlimid, já foi lançado há 4 anos e adotado em 80 países (75 deles menos ricos do que o Brasil) com comprovada eficiência no controle da doença e com baixa incidência de efeitos colaterais. Ainda que esses números expressivos nos deixem esperançosos, somos surpreendidos pela ineficiência burocrática da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA, que insiste em barrar o medicamento, mas alega que pode fornecer Guia de Importação diante de comprovada indicação médica. O produto custa em torno de, dependendo do câmbio, 20 a 23 mil reais a caixa com 21 comprimidos. Isso nos exclui de qualquer tentativa de desfazer-se de um patrimônio para arcar com os custos, pois trata-se de medicamento de uso contínuo. Se vendesse meu carro hoje, por exemplo, não compraria sequer uma caixa do medicamento.

Não há um número estimado de doentes no Brasil devido à dificuldade de diagnosticar a doença e da falta de organização de um banco de dados para coletar informações. É bom que se diga, que se tivéssemos um número estatístico de 5 mil pacientes, provavelmente menos de mil estariam clinicamente aptos ou com o perfil para receber o tratamento, o que põe os argumentos da ANVISA abaixo, quando fala do alto custo.

A comunidade médica diz ao portador de Mieloma Múltiplo, “ENQUANTO GANHAMOS TEMPO A CIÊNCIA NOS ALCANÇA”. Isso não tem sido muito animador, pois não temos acesso aos avanços da ciência!
Luto, não por mim, mas por uma causa que pode ser de qualquer um de vocês. Há menos de dois anos eu jamais poderia imaginar que hoje estivesse nesta situação. Com o sentimento de estar seguindo num corredor da morte, vendo minha hora cada vez mais próxima, e aquele que tem o poder de protelar nega-se a fazê-lo. Você se imagina?

A Constituição Federal de 1988 foi a primeira constituição brasileira a positivar o direito a saúde como direito fundamental, ou seja, é um direito constitucionalmente assegurado a todos, inerente à vida, bem maior do homem, portanto o Estado tem o dever de prover condições indispensáveis ao seu pleno exercício. Una-se a nós nessa cruzada de cidadania contra o descaso administrativo do Estado, que é eleito pelo povo com a obrigação de zelar pelo interesse público. Envie esse post aos seus amigos por e-mail ou pelas redes sociais. Com certeza mais pessoas estão aguardando ansiosas por essa corrente.

Quer participar do movimento? Basta acessar e "curtir" no Facebook APOIA BRASIL
Quer saber mais sobre a doença? IMF - International Myeloma Foundation
Obrigado.
Celso BigDog

terça-feira, 26 de junho de 2012

O CENIPA subiu no telhado.


Defesa pode criar agência para investigar desastres aéreos no Brasil.
Ago2009
Tenho muito respeito ao trabalho e à corrente que forma o CENIPA, inclusive porque durante muito tempo fui um de seus elos. Mas essa situação incômoda, em que muitas vezes o órgão investiga a própria corporação a qual faz parte, coloca em dúvida a integridade do relatório final, ainda que seja costumeiramente fidedigno. De qualquer forma, se isso tornar-se realidade, está aí um departamento que, merecedor de todo o nosso respeito, encerraria suas atividades com “Chave de Ouro”. Parabéns CENIPA!


Celso BigDog

quinta-feira, 24 de maio de 2012

O Brasil deveria apostar no "Pré-Açúcar" como solução para a Aviação Civil?


Não vou falar de aeroportos! Esse assunto já se esgotou e esgotou a nossa paciência também. Então vamos a um novo ponto que mexe no bolso de... do... Ah sim, claro, do passageiro: "O Custo Operacional dos Voos".
Nosso povo realmente é muito pacato. Todos, e aí eu me incluo, abismados com as reservas petrolíferas do “Pré-Sal”, não atentamos para uma palavrinha complementar que até rima com essa mina de ouro negro: “abissal”. Não é sem motivo que as aéreas já estão pensando em mudar de rumo e até de ramo.
Empresas petrolíferas internacionais, com tecnologia mais do que experimentada para explorações oceânicas menos complexas, dão mostras de que um pequeno deslize pode levar a grandes catástrofes ecológicas. Agora mesmo, a Marinha do Brasil está investigando um grande vazamento de óleo na costa do Espírito Santo. A aplicação de multas astronômicas impagáveis não restitui o dano e corre par e passo com o prejuízo perpétuo causado à humanidade. Para as exploradoras basta pedir falência. 

Quem sabe um dia, pois já foi testado em aeronaves de pequeno porte, o álcool de cana de açúcar chegue realmente à Aviação Comercial como a salvação da lavoura. Por certo traria mais satisfação aos “Eco-Sheiks”.  Para eles, produtores de álcool e açúcar ou açúcar e álcool, dependendo da oscilação do câmbio, seria mais um mercado galopando nas rédeas da fanfarronice eleitoreira, que nos presenteia com governantes à cada dia mais compromissados, comprometidos e comprados pelo poder econômico. 

Resolvido! Vamos tentar então o “Pré-Açúcar”! Vamos buscar a energia na agricultura. Mas... E o povo?
O povo brasileiro certamente se contentará com o grande aumento de salário, pago com o que abunda na costa brasileira, o sal, abissal, etc e tal.

Se pensa que todo o Controlador de Tráfego Aéreo é biruta, o que diria de Descartes quando afirmou: - "Dubito, ergo cogito, ergo sum (Eu duvido, logo penso, logo existo)".
Eu... preciso continuar pensando.

Celso BigDog

Leia:
Segundo especialistas, combustível caro marca uma das maiores crises do setor aéreo do país.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Dos 101 empreendimentos da Copa, 41 não saíram do papel.


As obras nos aeroportos das 13 cidades - as 12 sedes mais Campinas - somam 31 projetos, com investimento total previsto de R$ 7,4 bilhões. Além das cinco obras concluídas, 13 estão em andamento, seis em licitação e sete em elaboração de projeto. Cinco devem ser entregues ainda este ano, 16 em 2013 e cinco em 2014.
Já que é muito difícil para o governo brasileiro tirar esses empreendimentos do papel, por que não contratar um japonês mestre em origami? Para ele é muito simples fazer com que dobraduras públicas se convertam em privadas. Não há papel que ele não dobre, produzindo riquezas e adaptando, do jeito oriental, a solução à necessidade. Se conseguiram reconstruir as cidades de Hiroshima e Nagasaki em 70 anos, após os bombardeios atômicos, quando o prognóstico era próximo há mil anos; se reconstruíram o Japão no “day after” ao tsunami, pergunto:
-Por que não contratamos um “origamista”, que nos garanta a transferência de tecnologia, já que passamos a ser os maiores anfitriões de eventos do planeta?

- Hã? O que? Elefante? Ah, aquele é um elefante branco que vai sobrar depois dessa gastança. Pode não estar branco agora, mas garanto que vai desbotar.
- Hã? Varalzinho secando dinheiro? Aí eu não sei não. "Pergunta ali no posto Ipiranga!"
Celso BigDog

BRASIL - Ponte sob céus turvos.


A condução dos trabalhos de “reforma” do sistema de transporte aéreo continua em seu voo cego no espaço aéreo brasileiro. As concessões já nascem siamesas, “linkadas” (para ser mais moderno), com o único compromisso de obter lucro certo. Nada é mais importante mesmo do que o lucro, nem mesmo a pontualidade, o respeito aos usuários e principalmente à segurança aérea. Numa troca de ideias com pessoas de amplo conhecimento aeronáutico mundial, chego à conclusão de que estamos assistindo um jogo de tênis com um único jogador. Não há concorrência, cada saque é um "ace". 
Com as últimas notícias da imprensa, notamos que essas "brechas" que foram deixadas pela SAC, funcionam como ambiente propício a enxertos, onde as gemas do "World Business" brotam viçosas e encontram rentabilidade rápida e produtiva, e o que é pior, com financiamento bancado pelo dinheiro público.
A Ponte Aérea GRU/GIG, uma das mais movimentas do mundo, navega em céus turvos, incertos e que não oferece clareza de propósitos nem mesmo aos mais elevados "experts" da aviação civil.
Após Guarulhos, Invepar tem interesse na concessão do Galeão
Novo foco da Invepar nas próximas concessões de aeroportos no Brasil será o terminal do Galeão, no Rio de Janeiro, segundo disse à Reuters o presidente-executivo do grupo, Gustavo Rocha. (Estadão 22 de maio de 2012)
Notícia completa
Celso BigDog

sexta-feira, 18 de maio de 2012

COMISSÃO DO SENADO FEDERAL ADMITE INSEGURANÇA AÉREA


SENADO FEDERAL - AVIAÇÃO CIVIL
Brasil precisa Aperfeiçoar fiscalização e melhorar condições dos trabalhadores, dizem especialistas.
"Se o Brasil quiser garantir a segurança dos passageiros da aviação civil, são necessários o aperfeiçoamento da regulação e fiscalização do setor, além de melhorias nas condições de trabalho, salários e capacitação e treinamento dos trabalhadores. Essa a conclusão dos senadores que participaram da audiência pública da Subcomissão Temporária sobre Aviação Civil na tarde desta terça-feira (15).

As Comissões Parlamentares já deram provas, num passado não muito remoto, de falta de expertise em assuntos do universo aeroespacial e conseguiu inverter certos conceitos pétreos de segurança aeronáutica em prol de soluções políticas.
Apesar da atual situação antecipar estudos de problemas, assimilando um leve estilo “prevencionista”, o tempo urge e as medidas reparadoras já não serão ideais para a tranquilidade que se almeja durante os grandes eventos que devem inflar a demanda do tráfego aéreo. Porém, antes tarde do que nunca.
Um fato novo, e bem visto, é a participação mais efetiva de especialistas, da OACI - Organização da Aviação Civil Internacional, da ITF - Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes, da IATA - Associação Internacional de Transporte Aéreo e do comparecimento de entidades representativas de trabalhadores do setor.

Uma coisa é dizer que no jogo de Xadrez a “Pedra do Cavalo” desloca-se em “L”. Outra coisa é explicar “quando” ela deverá se deslocar.
Celso BigDog

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado) 
O brigadeiro da reserva da Força Aérea Brasileira (FAB) e ex-secretário-geral da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), Renato Cláudio Costa Pereira, afirmou que o Brasil tem grande tradição em transporte aéreo e sempre foi considerado um país do “primeiro grupo” do setor, tendo sido um dos países fundadores da OACI, em 1944. Ele disse que o Brasil forma profissionais competentes para a aviação, mas não oferece bom treinamento para as áreas gerenciais, o que leva os trabalhadores a apreenderem “na prática”. Para o brigadeiro, o país precisa estimular a criação de cursos que supram essa carência, investindo na transferência de conhecimento dos mais experientes ou dos estudaram em centros internacionais.
O brigadeiro reclamou que os problemas operacionais dos aeroportos brasileiros “são os mesmos” há mais de vinte anos. Renato Pereira disse ser preciso exigir dos profissionais que ocupam cargos de regulação e fiscalização da aviação civil uma “base adequada de conhecimento de transporte aéreo”. 
Monopólios
Já o secretário regional da Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF), Antônio Rodriguez Fritz, cobrou das autoridades brasileiras o fomento à “livre concorrência com regras mais claras” na aviação. Ele disse que o “crescimento extraordinário e constante” do transporte aéreo no Brasil, na última década, deve beneficiar principalmente os cidadãos, trabalhadores e empresas do país. Fritz disse ser necessário impedir monopólios que prejudiquem a concorrência. O objetivo, disse, seria aumentar o número de voos e o de cidades atendidas, sem impedir que empresas estrangeiras possam contribuir.
O representante da ITF antecipou aos senadores que um grande estudo sobre a realidade dos trabalhadores brasileiros da aviação civil será concluído em breve pela entidade. Alguns dos dados já finalizados apontam problemas como excesso de jornada de trabalho, baixos salários e falta de condições adequadas. Tudo isso, afirmou Fritz, influencia na segurança dos próprios voos. Ele cobrou condições trabalhistas adequadas e melhor capacitação e treinamento para os trabalhadores aeroviários.
Fiscalização
O diretor da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), Carlos Ebner, explicou que uma das prioridades de sua entidade é garantir a segurança e a comodidade do viajantes e um transporte aéreo “seguro e bem sucedido”. A IATA, da sigla em inglês para International Air Transport Association, ressaltou o diretor, tem 243 empresas como membros, abrangendo mais de 80% de todo o tráfego aéreo mundial.
Ele informou que a associação busca regular e regrar o setor instituindo diretrizes para, por exemplo, indenizações a familiares de vítimas de acidentes aéreos, segurança de voos, gerência das empresas e busca de menores preços para os passageiros. Nas duas últimas décadas, afirmou, o preço das passagens áreas teve significativo decréscimo, em virtude de avanços tecnológicos, melhores treinamentos de pessoal, aperfeiçoamento da área gerencial e aumento da produtividade e da eficiência dos trabalhadores.
O representante da IATA avaliou que os níveis de segurança da aviação melhoraram em todo o mundo nos últimos anos, mas, nesse quesito, a América Latina ainda não chegou aos níveis europeus e norte-americanos. Ebner também declarou que a IATA e as empresas aéreas de todo o mundo estão preocupados em diminuir os impactos ambientais da atividade aeronáutica.
A aviação, informou Ebner, gera 1% do PIB nacional, com 684 mil empregos, pagando R$ 5,3 bilhões em tributos por ano. Para ele, os desafios imediatos do Brasil são nos quesitos de segurança operacional, segurança e facilitação dos procedimentos dos passageiros e melhorar a fiscalização do transporte de cargas, inclusive das bagagens pessoais.
Ele também reclamou que o Brasil tem desrespeitado alguns tratados e acordos internacionais que regulam tráfego aéreo internacional de passageiros. E lembrou que o preço do combustível no país é um dos mais caros.
A condução da audiência da subcomissão, que funciona no âmbito da Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), foi revezada pelos senadores Vicentinho Alves (PR-TO), que a preside, Valdir Raupp (PMDB-RO) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA). Delcídio do Amaral (PT-MS) também participou dos debates. Na plateia estavam comandantes e pilotos militares e civis, representantes de sindicatos, associações e da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Foi a sexta reunião neste ano do ciclo de debates para subsidiar o aperfeiçoamento da legislação e das políticas públicas para a aviação civil.
Agência Senado
http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2012/05/15/seguranca-aerea-brasil-precisa-aperfeicoar-fiscalizacao-e-melhorar-condicoes-dos-trabalhadores-dizem-especialistas


quinta-feira, 17 de maio de 2012

A Aviação Civil Brasileira pisando em ovos.


"Segundo interlocutores, a presidente Dilma Rousseff está muito preocupada em garantir que não haja problema com a infraestrutura aeroportuária durante a conferência (entre os dias 13 e 22 de junho), de olho na Copa de 2014 e nas Olimpíadas de 2016." O GLOBO

O Brasil tornou-se um palco internacional de megaeventos, mas mantem a aparência daqueles velhos cinemas de outrora que servem hoje como templos religiosos ou salões de forró e boi-bumbá. Se a infraestrutura, principalmente a aeroportuária está carecendo de ajustes urgentes, não acho muito inteligente arrumar ou acomodar mais eventos intermediários que atrapalhem o andamento das coisas. Testar em junho? Será que a Senhora Presidenta está ciente da programação? Tenho certeza que se esse teste estiver sendo feito com firme propósito, vai se decepcionar tanto que desistirá de sediar a Copa do Mundo. Não se pode esquecer também do Encontro de Jovens Católicos com o Papa em 2013, logo após a Copa das Confederações. Segundo a igreja Católica, será o maior evento da história da cidade do Rio de Janeiro. Tenho fortes suspeitas que não aguentaremos o movimento aéreo e teremos que, mais uma vez, assimilar a pecha de incompetência operacional, sendo novamente comparados com a Europa e EUA.
Tenho certeza que há boa intenção nisso, mas há uma cachoeira de empresas com a única intenção de dominar o dinheiro público e a palavra de especialistas e doutores no assunto não faz o menor sentido para o Governo Federal diante do canto dessa sereia. Os três poderes batem cabeça para chegar à conclusão nenhuma que resolva o problema com celeridade. Tudo é para amanhã, depois do recesso ou depois do feriado.
Os tentáculos da aviação civil, coniventes com as empresas aéreas, pisam em ovos procurando fazer o menor estrago possível para que não sejam notados e nem recebam o olhar austero daquela conhecida sobrancelha de reprovação de nossa mandatária a procurar um ou os responsáveis.
Omitir pode ser até tolerável, mas mentir é no mínimo uma traição, levando-se em conta que partem de cargos de CONFIANÇA escolhidos pela própria Presidência da República Federativa do Brasil.

Agora só uma pergunta: O que "pensa" o DECEA? Aquilo que diz por dizer, para satisfazer a indignação da opinião pública não nos interessa. Se o Controlador de Tráfego Aéreo não faz parte da solução, merece saber então em que parte do sistema do transporte aéreo brasileiro ele é o problema.


Celso BigDog

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A Aviação Civil faz terapia tricotando uma nova malha.


O Brasil se vê acuado diante das propostas e contrapropostas dos interessados na compra de aeroportos. Os preços oscilam. Investidores analisam e se vão em boa hora balançando a cabeça. Regras são mudadas no meio do jogo. Quantas diretrizes são modificadas nos Editais de cada licitação?
O ATC se confunde com a sogra problemática que é recusada por todos. Seria viável asilar o grupo na iniciativa privada, dirigida futuramente pelo “mesmo” status quo de terno e gravata. 
Palpiteiros de plantão arriscam-se em apresentar soluções “aeroportunistas”, aumentando ainda mais os custos astronômicos, que já foram multiplicados por três. Enquanto esse devaneio é veiculado e rediscutido, os prazos se espiram e entra o vilão, adorado pelas contratadas que operam em regime de urgência, o RDC – Regime Diferenciado de Contratações Públicas.
Enquanto tudo isso não sai do lugar, incautos estrangeiros, acreditando na eficiência dos “céus abertos”, continuam apresentando planos de voo para novas linhas rumo ao Brasil, confiando que essa tricotagem fará uma malha consistente. É líquido e certo que, se não suporta o menor enrosco hoje, logicamente se desfiará deixando, durante os grandes eventos que se aproximam, o movimento aéreo descoordenado. Com suas linhas embaraçadas para serem desemaranhadas pelo Centro de Gerenciamento de Nós Aéreos e um grupo de controladores de tráfego aéreo desesperados, amparados por uns poucos dinossauros ATC, que teimosamente se recusam a vestir o pijama. Pilotos? Ah esses parecem não ter opinião, pelo menos não as manifestam diante do assédio moral que sem o menor pudor lhes mostram a porta da rua.
Tirando aprendizado com os entraves ocorridos na África do sul, e levando-se em consideração as diferenças geográficas com o Brasil, não podemos estimar quantos torcedores perderão os jogos em decorrência de transporte aéreo, ou acesso aos aeroportos, mas estejam preparados. Um celular com recursos de TV digital é uma boa pedida.
Estamos às vésperas da Copa Do Mundo e, como narraria Fiori Gigliotti, saudoso radialista de futebol, "Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo..."; "O tempo passa..."; E no seu bordão "Crepúsculo do Jogo" seremos submetidos a mais um teste, como ele mesmo dizia: "Aguenta coração”! 
Celso BigDog

domingo, 6 de maio de 2012

Se cercar é aeródromo. Se cobrir é aeroporto.






Para não dizer que compartilho da tese que classifica a realidade aeronáutica brasileira como reduto de loucos e palhaços, onde se permite que os devaneios de certas autoridades tratem o cidadão como sendo seu “desrespeitável público”, procurei na literatura popular algo que definisse essa bagunça “aero-porto-náutica” que vivenciamos e encontrei uma situação análoga. O mundo aeronáutico desenvolve-se em área específica que quando cercada é um aeródromo e destina-se a pousos, decolagens e taxiamento de aeronaves. Em complemento a isso se cobrirmos parte dessa área teremos então um aeroporto, onde é investido um capital muito alto em lojas de comércio varejista e serviços, pois o retorno financeiro é garantido. Ah, já ia me esquecendo, essa área coberta também serve para embarque, desembarque de cargas, bagagens e passageiros, quase sempre protegidos das intempéries e do sol agressivo desse nosso imenso País tropical.
Bem, certamente alguém irá perguntar, “e o espaço aéreo”? Esse não é muito importante, até porque é possível duplicar (com ou sem qualidade) sua capacidade num estalar de dedos. Voar no imenso espaço aéreo brasileiro não é o problema. A questão é entrar na fila e esperar sua vez, mantendo a separação regulamentar com a aeronave à frente para que chegue pontualmente aos seus destinos e pousem com segurança nos aeródromos. É bom lembrar que aviões não param no espaço aéreo. Interessante é que, comprovadamente, todos os principais aeródromos estão subdimensionados para a demanda que foi autorizada pela própria autoridade aeronáutica ligada à Aviação Civil. Interessante também é notar que os problemas dos aeroportos são os mesmos das rodoviárias, das estações ferrovias e metrôs, dos portos marítimos e fluviais que dão acessos a esses locais de embarque. Assim podemos concluir que antes de se tornar um problema de Infraestrutura temos no Brasil um claro problema de “INTRAestrutura”, onde banqueiro cuida da Infraestrutura Aeroportuária. Graduado em Turismo cuida da Regulação da Aviação Civil e por aí vai... 
Hoje, abandonando a ideia de se construir módulos nômades que poderiam ser montados e desmontados de um local para outro, já se fala em aproveitar os hangares e instalações das cias falidas para acomodar passageiros. É aquela história, “- Não reparem a bagunça. Nós somos pobres, mas somos limpinhos”.
Se o Governo Federal conseguir terminar os aeroportos e estádios para a Copa 2014 – o que não acredito - não passarão de meros oásis, isolando os visitantes e torcedores, presos no trânsito caótico, nas enchentes, espremidos nos vagões do metrô ou preenchendo boletins de ocorrências em algum distrito policial.
Bem, mas até agora ficamos só no trololó e diante da imensidão de providências necessárias para atender a demanda estimada, nada foi feito. O DECEA já se adiantou para tirar a instituição da reta, justificando antecipadamente que não poderá fazer nada mais eficiente se as questões aeroportuárias não forem resolvidas. Menos mal para nós controladores de tráfego aéreo. Pelo menos dessa vez teremos um salvo conduto para prover segurança à aviação civil brasileira sem arcar com a pecha de incompetentes ou indisciplinados.
CelsoBigDog

segunda-feira, 30 de abril de 2012

A hora e a vez da criatividade brasileira na infraestrutura aeroportuária.

19 de Julho de 2010
Enquanto esse humilde especialista em controle de tráfego aéreo se arrisca a analisar e a opinar sobre a falta de consistência do parque aeroportuário brasileiro, a sociedade se mostra completamente surda, mas basta um representante do poder político-econômico sussurrar com seus botões e todos se apavoram.

Não dá tempo de reformar os aeroportos!

A frase acima é de autoria do presidente do SNEA, sindicato representante das empresas aéreas, que apesar de hoje traduzir uma constatação antiga dos verdadeiros especialistas em aviação, não provocou nos últimos dez anos nenhuma reação. Concordo com sua constatação tardia, pois, não se pode parar as operações de um aeroporto para reformá-lo. A única saída é "assoviar e chupar cana" ao mesmo tempo, e isso definitivamente não é seguro. Mas agora a sociedade está com medo!
Por incrível que pareça, esse medo não se relaciona à insegurança no espaço aéreo, se relaciona com a possibilidade de uma desgraça esportiva caso o Brasil seja desqualificado a sediar a Copa do Mundo de Futebol ou as Olimpíadas. Não deixo de dar razão aos “cartolas” quanto à importância do fato, pois um povo que confunde patriotismo com torcida uniformizada não pode ficar sem essa cachaça, apesar de achar que a seleção de futebol não passa de uma vitrine onde um grupo de mercenários se expõe enquanto aguarda por propostas milionárias de contratos. Alguns "ídolos" até se bandeiam para outros países negociando sua cidadania em troca de dinheiro, aprendem a cantar o novo hino e o fazem com a mão espalmada no peito como prova de “Patriotismo”. Patriotismo? Bem, essa é outra história.
Enquanto isso, só o que se espera é que a criatividade do brasileiro floresça e justifique o lema tupiniquim que diz: “Na hora sai!” 
Aeroportos da Copa: prazo apertado para as obras
Medidas urgentes precisam ser tomadas para passageiros não voltarem a conviver com transtornos que marcaram caos aéreo.
O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), José Márcio Mollo, diz que “não compartilha do otimismo das autoridades” em relação ao andamento de ampliações de terminais e melhorias nos sistemas de pista:
– Não dá tempo de reformar os aeroportos.
Clique aqui para ver matéria completa
Celso BigDog

Não me venha com cicuta. Deixe-me filosofar!


 Publicado em 21 de Dezembro de 2008

“- A verdade não está com os homens, mas entre os homens.”
Sócrates
Que desgraça maior pode haver do que a desesperança? O que pode ser tão frustrante quanto um coito interrompido senão um ideal desfeito? O que pode ser mais desanimador hoje do que a chegada dessa ICA 100-25, quando esperávamos ansiosamente por algo mais nobre, como por exemplo o reconhecimento profissional? Enquanto nos esforçamos gratuitamente para atingir a excelência no trabalho ATC, tropeçamos nesse obstáculo burocrático, descabido e desagregador.
Basta passar rapidamente os olhos nas páginas da dita cuja e de pronto já se sente o peso indigesto da discriminação e do preconceito contra o Controlador de Tráfego Aéreo. Mesmo estando na reserva senti-me ferido por essa formalização de apartheid castrense. Deveria ser motivo de honra pertencer à única especialidade do SISCEAB que, pela responsabilidade agregada ao desempenho da função, tem uma instrução só para si, mas não é. Diferente do que se propunha o falecido Manual do Controlador, essa instrução não se manifesta na direção da segurança, da qualidade do trabalho e de vida. Simplesmente recria dentro da corporação uma justificativa para o uso da palmatória, dos joelhos no milho e reedita o chapéu adornado com orelhas de burro, para subjugar e assediar coletivamente seus subordinados, justamente aqueles mais comprometidos e sensíveis à segurança aérea. Acredito que pelo “andar da carruagem”, numa primeira revisão da publicação, podemos esperar a inclusão de emendas como “O uso racional do corrimão nas escadas da TWR”; “Procedimentos para a profilaxia bucal e de próteses dentárias do ATCO”, ou ainda “Tabela de altura para cálculo do distanciamento correto do vaso sanitário para a micção masculina em pé”.
Não imagino onde isso pretende nos levar. Temo que o País pague novamente um alto preço por esses ingênuos equívocos que, de efeito retardado, eclodirão somente daqui a cinco ou dez anos, exatamente quando seus idealizadores já estiverem afastados da ativa da Força e a salvo das responsabilidades administrativas, que o tempo se incumbirá de apagar. Nós já assistimos a esse filme. Amanhã a história se repetirá, reeditada com um novo diretor, novo elenco, novos equipamentos, novos sistemas, mas conservando os velhos problemas de ontem e de hoje.
Num País de esfomeados, de escassez de oportunidades, onde um chefe de família prostitui suas filhas em troca de cestas-básicas, não será difícil arregimentar rapidamente voluntários, em quantidade suficiente para suprir as lacunas deixadas pelo o êxodo dos BCT. Também não será difícil convencer a opinião pública entupindo as torres de controle com jovens uniformizados e servis. E se hoje a questão da qualificação operacional já nos preocupa, o que dizer desse futuro próximo quando a baixa capacidade técnica, a baixa qualidade intelectual e a alta rotatividade na carreira, depararem-se com o vertiginoso aumento das operações aéreas decorrentes da Copa do Mundo de 2014 e, quem sabe, das Olimpíadas Rio 2016? Até quando será possível “alugar os dinossauros do ATC” como se fossem carpideiras a comporem o teatro que disfarça as fraquezas do Sistema?
Não temos muito tempo para corrigir essa deriva, pois a situação se encaminha para uma condição endêmica no SISCEAB. Se não houver um empenho coletivo, se uma respeitosa união de todos os níveis hierárquicos não se consolidar em torno da questão, podem ter a certeza de que em breve a segurança aérea estará sendo silenciosamente estuprada, exposta a riscos indescritíveis, incalculáveis e inacreditáveis.

“- Que se tenha o máximo de documentação. Façam filmes, gravem testemunhos, porque com certeza, ao longo da história, algum idiota se erguerá para dizer que isto nunca aconteceu”.
General Dwight David Eisenhower - 1945

Estando imbuído do mais nobre espírito Sipaer, é assim que eu penso.
Paz e Bem!
Celso BigDog

sábado, 21 de abril de 2012

Aviação Civil Brasileira. A Arquitetura de um fracasso.



Um Anjo me contou!

Como se não bastassem os problemas das negociações do Governo Federal com a iniciativa privada sobre a concessão dos grandes aeroportos, o sadismo da administração aeroportuária de Congonhas, SAC, INFRAERO, DECEA, ANAC, CGNA, começou a abrir slots (horários de voos) nos fins de semana para voos charter e “low fair”. Acostumados com um ligeiro silêncio nos entremeios de suas folgas, o morador do entorno aeroportuário começa a sentir que não há muita diferença entre as manhãs de dias úteis, quando o aeroporto opera como um vespeiro, e os dias de descanso.
O Anjo apostou ainda uma de suas asas, que foram “abertas” possibilidades de mais 220 voos “de e para” Congonhas nos finais de semana e feriados. Como esse crescimento é gradativo, alguns vizinhos mais sensíveis já começaram a reclamar. Pode ter certeza que não é mera coincidência.
A SAC informou que pretende aumentar a aviação regional (cujos aviões são os mesmos) em 61%, e, aumentar o número de aeroportos/aeródromos dos atuais 130 para 210 até 2014. Acredito que teremos que procurar uma maneira de lançar mão de recursos humanos externos, de países africanos de língua portuguesa, para suprir a demanda. Como não há espaço físico para expansão de infraestrutura, puxadinhos e sistemas emergenciais de transporte de bagagens serão estrategicamente posicionados a menos de 100 metros do aeroporto, o que pode ocasionar algumas desapropriações no entorno.
Não assoprando a brasa do pessimismo, acredito que a aviação civil e o transporte aéreo brasileiro já se atolaram até o pescoço nessa pista de areia movediça, afundando mais a cada nova brilhante ideia.
Uma frase política induz seus membros a vencer o Governo Federal pelo cansaço. É jocosamente dita aos cochichos entre os interessados:
"Você pede tudo o que tiver vontade, sabendo que vai receber um NÃO como resposta. Então, trabalhe bastante, para tentar ganhar um SIM." 
Estamos preparando o maior fiasco da história da aviação civil brasileira. Quem viver, verá. Quem sabe, eu também?
Celso BigDog

terça-feira, 17 de abril de 2012

SÃO PAULO - O inferno entre o céu e a terra!


Num momento de lucidez...

Não!
Não é possível! Não acredito! Não está certo! Não vai dar tempo. Não houve acordo. Não sabia! Não é minha essa cueca! Não é minha essa meia, essa bolsa, essa conta corrente, essa vergonha.
Enquanto o brasileiro de bem procura um lugar para esconder a cara de tanta vergonha os mandatários da Nação, em todos os níveis, usam e abusam de uma palavra de consenso: NÃO!
Impossível que nessa plêiade de estrelas cadentes (acredito ainda em Papai Noel e Ficha Limpa), algumas não caiam para nunca mais voltar.
A FAB faz sua parte como quem olha uma paisagem. Debruçada na janela assistindo o movimento na rua comenta com as vizinhas fofoqueiras que um fulano foi pego jogando lixo na calçada, mas  não dá seu testemunho oficial para que ele seja cobrado.


AMIGOS,
A verdade é que há um perigo muito grande voando em São Paulo, e que pode ser muito pior e devastador do que o mosquito da Dengue. Previna-se!
No vídeo pode-se notar uma foto do movimento da Terminal Aérea de São Paulo após chuva forte e interdição de Congonhas devido a um vazamento de combustível.
Não imagino como será se, qualquer empecilho frustrar o que tem sido planejado para os períodos de Copa do Mundo e Olimpíadas. Não existe plano "B".
Para que os os leigos entendam, cada etiqueta apresentada nessa foto de uma tela de RADAR (que é o céu de São Paulo, Guarulhos, Santos, Sorocaba, Bragança Paulista, Campinas, São José dos Campos e Pirassununga), é uma aeronave que tanto pode conter 2 como 300 ou mais pessoas.
Etiquetas ou Alarmes visuais Vermelhos sinalizam que há algo errado com a segurança aérea.
Deus nos proteja de nossas próprias deficiências humanas, e ilumine Pilotos e Controladores de Tráfego Aéreo durante seus turnos de trabalho. o vídeo do link mostra a grandiosidade da metrópole e o que temos de transporte coletivo de qualidade para que aeroportos não fiquem ilhados com trânsito caótico, sem metrô suficiente e sem vias expressas. Num País sério, jamais se cancelariam as aulas, o ensino das crianças, em detrimento de partidas de futebol, ainda que seja dessa monta.
Paulistas/Paulistanos nativos ou não, façam valer a força que move esse País e procurem saber sobre os movimentos que estão sendo programados nas Redes Sociais. O homem, ainda que seja assolado por um Câncer incurável como eu, só não pode perder a capacidade de indignar-se!
Paz e bem!
17/04/201206h00
Longe dos padrões mundiais de excelência, aeroportos brasileiros correm atrás de décadas de negligência
Camila Campanerut
Do UOL, em Brasília
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/04/17/brasil-corre-atras-de-quase-duas-decadas-de-negligencia-na-aviacao-dizem-especialistas.htm
Celso BigDog

segunda-feira, 26 de março de 2012

PENA - Primeiro Encontro Nacional de Aves


PENA - Primeiro Encontro Nacional de Aves
Resumo da palestra do Dr. Morgan Solinus

Realizado no Hotel Ibis do Rio de Janeiro, o encontro recebeu, além de muitas outras autoridades no assunto, a ilustre presença do ganso canadense, Dr. Morgan Solinus.

O ponto alto da palestra do Dr. Morgan foi sua definição dos dez mandamentos das aves aeroportuárias:

1) Devemos desafiar os humanos fazendo rasantes no pátio e pousando nas torres de controle dos aeroportos;

2) Devemos assustá-los voando em bandos nas laterais da pista;

3) Devemos diversificar a espécie para dificultar ações de combate à nossa proliferação;

4) Devemos frequentar os aterros sanitários, que eles mesmos instalam no entorno aeroportuário, para convencer os formadores de opinião que ajudamos a natureza a se desfazer do lixo que eles produzem;

5) Devemos fazer pose em frente às câmeras para ganhar a simpatia da população e a proteção do Estado;

6) Devemos procurar morrer sempre na área aeroportuária para atribuir a culpa ao aeroporto;

7) Devemos cantar forte para que todos se acostumem com a nossa presença;

8) Devemos convencer nossos amigos de rapina, que estão sendo contratados para nos espantar, que juntos seremos mais fortes;

9) Devemos assistir palestras sobre novas tecnologias que se propõem a nos retirar de nossos locais prediletos;

10) Devemos aproveitar a preguiça dos humanos e fazer ninhos nos lugares mais inesperados, assim como fizeram nossos amigos pombos que construíram um pombal no apron do Campo Fontenelle, no telhado do prédio da SIPAA-AFA. Que maravilha! Ali podermos disputar lado a lado com a Esquadrilha da Fumaça as manobras mais radicais.

E eu clamo aos senhores emplumados que deixem os próprios humanos nos mostrarem quais são suas fraquezas e seus motivos para complacência para então, em cada localidade aeroportuária, elaborarmos um plano de ação regional, ousado e eficaz.

Muito obrigado! Quack!

Sclap, sclap, sclap, sclap, sclap, braaavoooooooo, sclap, sclap sclap, sclap, sclap sclap, sclap, sclap sclap, sclap, sclap sclap, sclap, sclap sclap, sclap, sclap sclap, sclap, sclap sclap, sclap, sclap, braaavoooooooo, sclap, sclap, sclap sclap, sclap, sclap sclap, sclap, sclap sclap, sclap, sclap sclap, sclap, sclap sclap, braaavoooooooo, sclap, sclap sclap, sclap, sclap sclap, sclap, sclap... sclap... sclap... ...sclap...
Brincadeira heim gente! Isso ai é uma montagem de Photoshop. Esse ganso de terno não existe. O que existe é essa inécia brasileira para resolver ou minimizar o perigo aviário e tornar a operação em aeroportos brasileiros menos insegura, e, quem sabe um dia, mais segura.
Xô, Xô!
Celso BigDog

Como funciona a turbina do avião?

Entenda como são atualmente e como serão em breve os novos motores a jato. Nessa excelente reportagem de André Vieira da iG-São Paulo você poderá ver o funcionamento através da ilustração em Flash. Vale a pena conferir:
http://economia.ig.com.br/empresas/industria/nova+geracao+de+motor+ameaca+avioes+da+embraer/n1237623429609.html

Engavetamento provocou prejuízo incalculável à Aviação Civil Brasileira.

Depois que o maior engavetamento de projetos para a evolução da aviação civil colocou o transporte aéreo brasileiro em xeque, já podemos ter uma ideia do que esperar nesta década. Engavetados e empoeirados, amarelados e roídos por grilos, esses planos demonstram uma clara intenção de responsabilizar governos anteriores pela herança maldita, incompetente e laica deixadas ao País. Ah esses grileiros!
Agora o Governo Federal não quer colocar os ovos , digo, os aeroportos na mesma cesta. Isso porque em caso de dificuldades no setor, os óbices serão pontuais, espalhados pelo universo aeroportuário e não generalizados, como já tivemos. Mas convenhamos, essa não é uma boa hora para isso. A pressa de produzir as correções em curto espaço de tempo pode resultar em uma imensa omelete aeronáutica.
Aeroportos brasileiros terão administrações heterogêneas, civis e militares, públicas e privadas, nacionais e estrangeiras, sob concessão, ou outras modalidades que só a criatividade tupiniquim é capaz de gerar. Assim, quando algo der errado, como são interligados por demandas de voos, decolagens e pousos, idas e vindas, ficará quase impossível identificar que ponto, porto, base, empresa, explorador, concessionária, ou posseiro, entre outros, que disparou o caos. Chega dessa história de sempre apontar o serviço público como único vilão. Diversificando, certamente voltaremos ao tempo em que o responsável pelo feito sempre estaria com as mãos amarelas. Será?
E a propósito, hoje, 17 de setembro de 2011, houve mais um acidente com aeronave de pequeno porte em Cotia-SP.
http://br.noticias.yahoo.com/aeronave-pequeno-porte-cai-cotia-grande-sp-171600330.html

Jamais haverá ano novo se continuarmos a copiar os erros dos anos velhos. (Camões)


Celso BigDog

sábado, 24 de março de 2012

Pânico no ATC! Eu sei o que vocês não fizeram no verão passado.


Pane nas comunicações para o controle de tráfego aéreo de novo! (ou de velho?). Quem foi agora? A Aeronáutica disse que dessa vez o problema não foi com os sargentos, mas sim com os cabos.

O Estado de São Paulo

Tânia Monteiro e Fabiana
Marchezi


BRASÍLIA - Uma pane na Embratel provoca problemas no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta-1), em Brasília, na tarde desta terça-feira, 1º. Uma fonte do Comando da Aeronáutica informou que o atraso dos voos e suspensão de alguns voos controlados pelo Cindacta foi provocado pelo rompimento de cabos de fibra ótica nas regiões entre Barretos e Ribeirão Preto, em São Paulo, e Confins, em Minas Gerais.
Por causa desse problema, muitas frequências usadas para contato entre o Centro de Controle Aéreo e os pilotos ficaram sem funcionar, e para manter a segurança dos voos houve mudança nas escalas, pousos e decolagens, provocando atrasos. O Cindacta-1 controla 45% do tráfego aéreo do País.Segundo essa fonte, o problema de comunicação é de responsabilidade da concessionária, mas a Aeronáutica está trabalhando em conjunto com os setores de telecomunicações para tentar restabelecer o completo funcionamento das frequências usadas pelos pilotos.
O Centro Geral de Navegação Aérea está discutindo junto com as companhias aéreas o replanejamento dos voos. Até as 13h50, os atrasos superiores a 30 minutos eram de 6% de voos da TAM e 8% de voos da Gol. Não há previsão ainda, de normalização do sistema. Mas a maior quantidade de voos ocorre a partir das 17 horas.


Celso BigDog

Êpa! Eu também quero!


Onde construiremos nossos aeroportos? Como frear o crescimento no entorno aeroportuário? Se fossem estações ferroviárias as pessoas também reclamariam dos trens? Agora que a elite, que viaja de avião, reclamou e conseguiu aleijar a operacionalidade do Aeroporto Santos Dumont, logo logo terá que viajar centenas de quilômetros de ônibus ou de trem para pegar seu voo, pois o povão está descobrindo que também tem direitos. "E eu acho é pouco!"


Barulho do Galeão incomoda Zona Norte e Baixada

Jornal do Brasil - Flávio Dilascio

Enquanto a Zona Sul teve suas reivindicações sobre o Aeroporto Santos Dumont prontamente atendidas, com a suspensão dos voos noturnos e a redução do tráfego na Rota 2, moradores da Zona Norte e Baixada sofrem diariamente com os transtornos causados pela proximidade dos aviões que posam e decolam no Aeroporto Internacional Tom Jobim.
Nesta quarta-feira, o JB visitou o Parque Duque, em Duque de Caxias, onde os moradores reclamam do barulho de aviões que passam sobre suas casas de madrugada e do tráfego intenso durante todo o dia, que provoca até rachaduras em paredes. Perguntados por que não fazem reivindicações como as associações de moradores da Zona Sul, os habitantes locais disseram ter outras preocupações mais urgentes, como, por exemplo, a falta de infra-estrutura básica.
Dentre as localidades mais prejudicadas pelos voos do Tom Jobim, destacam-se os bairros da Penha Circular, Parada de Lucas e as regiões de Duque de Caxias vizinhas à Rodovia Washington Luiz, como Parque Boa Vista, Parque Beira-Mar e o Parque Duque. – Nós até já nos acostumamos com os aviões, por isso há poucas reclamações.
O que acontece é que a nossa região é muito carente de serviços e nós estamos nos concentrando mais nisso. Temos um problema crônico de abastecimento de água, que é uma luta de anos – ressalta o presidente da Associação dos Moradores do Parque Duque, Marcos Augusto.
Os habitantes do Parque Duque costumam ser incomodados diariamente com um avião cargueiro que sobrevoa o bairro durante a madrugada. Outra perturbação que não lhes sai da lembrança é o barulho ensurdecedor do avião Concorde, que, para sorte dos moradores, saiu de circulação em 2003. – O Concorde fazia muito barulho aqui, mas felizmente parou – atesta Marcos Augusto.
Residente no Parque Duque há 47 anos, a promotora de vendas Bernardete de Oliveira revela que determinadas casas não aguentam o impacto da passagem dos aviões. – Algumas paredes acabam ficando rachadas por causa dos voos. Outro problema é quando os ventos estão ruins e eles têm de mudar as rotas, aumentando o fluxo por aqui – relata ela, que também é dona de um bar na região.
Outras áreas prejudicadas são alguns bairros da Ilha do Governador, como Tubiacanga, Galeão e a favela Parque Royal. Curiosamente, todas essas localidades são predominantemente de baixa renda, bem diferentes de Catete, Laranjeiras, Glória, Urca, Flamengo e Botafogo e Cosme Velho, que venceram a guerra contra o Santos Dumont.
Soluções existem, mas o preço pode ser muito salgado.
Veja também:
Celso BigDog

SENTA – Secretaria Nacional do Transporte Aéreo já tem candidato à presidência.

Aprofundando nas minhas convicções busquei em alguns momentos de abstração, analisar qual seria o perfil ideal daquele que deverá estar à frente da Secretaria Nacional do Transporte Aéreo - SENTA a ser criada. Baseado em alguns quesitos pré-estabelecidos, principalmente porque a coisa é tão abrangente, busquei nos meus arquivos subliminares valores que definissem o candidato ideal. Bem, então vejamos. Deve ser alguém com experiência na administração do controle do espaço aéreo que não seja militar, nem militar da reserva, que seja do tipo paisanão, daqueles que não serviram nem mesmo ao “Tiro de Guerra”. Que tenha conhecimento da operacionalidade de uma empresa aérea; da relação comercial das empresas com os fabricantes de aeronaves; dos custos operacionais e da vida útil das turbinas de aeronaves; da operacionalidade do tráfego aéreo e suas relações internacionais de cooperação; da habilitação e regulamentação dos profissionais da aviação; dos direitos trabalhistas dos aeronautas; dos aeroviários; dos controladores e uma pitada de conhecimento de performance de aeronaves. Deve ter também conhecimento aprofundado da infraestrutura aeroportuária e aeronáutica, arquitetura e funcionalidade de um aeródromo, saber principalmente qual a diferença entre um aeroporto e um aeródromo. Ter visto pelo menos uma vez na vida um medidor de lâmina d’água para avaliação da praticabilidade da pista. Saber que produtos antiderrapantes comprados no “(011)1406” não substituem a eficácia do grooving na drenagem da pista de pouso. Ter conhecimento básico do uso do teodolito para fazer fiscalizar e manter livre a Zona de Proteção de Aeródromo contra edificações de hotéis e bordéis. Saber que “área de escape” não é uma saída estratégica para autoridades e famosos, mas sim, uma área que permite a uma aeronave, que fez um pouso sem controle, ultrapasse os limites da pista com segurança. Saber que o aumento de 10 centímetros na distância entre as poltronas dos passageiros resulta, em média, na diminuição de 18 assentos em cada aeronave do porte de um A-320 ou B-737 e isso representa aumento de tarifas ao passageiro. Saber que demanda deve estar sempre em consonância com capacidade.
Se levarmos em consideração que o sistema de transporte aéreo naufragou perante a avaliação do povo brasileiro; que a infraestrutura aeroportuária boia sem rumo ao sabor do vento; que o controle do espaço aéreo está ilhado e rodeado de tubarões à espreita de sua bilionária receita; não temos outro candidato que possa enfrentar tudo isso com eficiência e gerir com ações eficazes, a não ser Wilson. Ele sim pode ter a capacitação que a gente imaginar, as atitudes que a gente idealizar e a postura política que a gente aceitar. É um candidato tão completo, mas tão completo para o cargo, que sua experiência na aviação inclui até mesmo um acidente aéreo de grandes proporções, do qual sobreviveu ileso.
Wilson! Esse é o nome. Wiiiiillllllllsssssoooooonnnnnnn!!!!!!!!!!!!!
Celso BigDog

quinta-feira, 22 de março de 2012

A confraria do sino.


Ao longo dos últimos 40 anos, ministros, juízes e advogados militam em uma confraria dedicada a esconder um sino furtado da faculdade de direito da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) pela turma de formandos de 1968 e desde então circula entre os ex-alunos, que se recusam a devolvê-lo ao patrimônio da universidade. A peça de bronze, com cerca de 30 centímetros de altura e 10 quilos, traz gravadas os nomes dos que já a esconderam. Entre os membros da chamada Ordem do Sino estão o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e atual ministro da Defesa, Nelson Jobim, o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, Ari Pargendler, e o corregedor do Conselho Nacional de Justiça, Gilson Dipp.

Poxa vida! Tem coisas que levam a gente a se lamentar. Por que não pensei nisso também? Poderia, nos meus verdes anos de existência, ter roubado o clarin do corneteiro da Escola de Especialistas em Guará. Já pensou hoje que confraria nos seríamos? “A Confraria da Corneta!” Pomposo não? Quem sabe não seríamos os donos da bola no Tráfego Aéreo Brasileiro. Quem sabe o presidente do ATC não seria ninguém menos que o Spalado? Quem sabe o presidente da ANAC não seria um Cachorrão. E teríamos para a eternidade gravado no metal, os nomes de Altamir, Barros, Bahiense, Da Cruz, Bortolás, Aldamir, Generoso, Lopes, Brilhante, Fatturi, Lacerda, Eilert, Ewerton, Gomes, Iwase, André, Deusivaldo, Joeci, Felício, Santos, Silva Neto, Romaneli, Hilaércio, Gilson, Jordan, Valente, Costa, Gasiglia, Louzada, Nicoliche, Correia, Luciano, Pimenta, Feres, Gomes, Silva Melo, Odilon, Wilson, Paulo Sérgio, Walter, Paulo Roberto, Regis, Gazzola, Paduan, Viana, Faria, Salvador ... Já imaginaram?
Pois é... Então... Por outro lado... Mas, pensando bem, se tivéssemos roubado a bendita corneta, teríamos sido presos e não teríamos conseguido nos formar como humildes sargentos da Aeronáutica. Então... Às favas a confraria!
Esses homens listados acima já têm seus nomes perpetuados na história do tráfego aéreo brasileiro, pois foram pioneiros do Aeroporto Eduardo Gomes e do SRPV Manaus, da operação Radar na Amazônia e em Pirassununga com o ASR-7; na criação do CINDACTA I em Brasília. Foi essa mesma casta que, impedida de galgar postos na carreira pelo fechamento da EOEIG de Curitiba, cumpriu garbosamente sua missão. É essa mesma turma que não se deixou marcar por um furto ou um delito sequer, que continua hoje, na busca da complementação salarial, tapando os buracos deixados pela incompetência administrativa que corroeu o controle de tráfego aéreo no Brasil.
A essa turma, e todas as outras que não menos importantes continuam escrevendo a história do ATC brasileiro, meu mais caloroso abraço com os votos de um ano de 2009 de muitas realizações e muita saúde.
Confraria? Tsc... tsc... tsc...